Buscar
  • Roseana Macedo

Um pouco sobre a raiva...

A raiva faz parte das emoções universais, inerentes ao ser humano, ela é definida como uma emoção caracterizada por fortes sentimentos de contrariedade ativados por gatilhos ofensivos, sendo estes reais ou imaginários.( Zillmann,1979).


Sabemos que em tempos atuais o imediatismo ganha um certo destaque, e vem provocando o estresse na vida das pessoas, que muitas vezes não sabem como lidar com estas demandas e atribuições do dia a dia, de forma à conciliá-las com equilíbrio em suas vidas. Com isto, a emoção da raiva, se faz presente de forma desgovernada trazendo alguns prejuízos na saúde emocional e fisiológica destas pessoas. Prejuízos estes, que podemos entendê-los como: custos interpessoais (nas relações) e custos fisiológicos (no corpo).


Assim como a dor física nos adverte, a raiva é uma emoção que pode ser proveitosa, se ela for percebida como um sinalizador de que algo está errado. Ela pode nos avisar de um trauma que está prestes a acontecer, nos munindo de uma energia necessária para nos desviarmos tanto de ameaças emocionais quanto físicas.


Porém, ela tem seu o ônus emocional e físico, se administrada de forma não-assertiva, no caso reativa, pode-se pagar um preço muito alto, como por exemplo, uma pessoa que sente uma raiva crônica, ou seja, que fica o tempo todo com raiva, ela pode afetar diretamente todos os seus relacionamentos, fazendo com que estes também sofram com isto. Diferente das pessoas que sentem a raiva ocasional, que não causam danos contínuos.


Consequentemente estas relações atingidas propiciam um custo interpessoal, observado através de um distanciamento das amizades, conflitos em seu ambiente de trabalho, um casamento conturbado repleto de brigas, filhos resistentes, estes muitas vezes ainda carregam consigo um sentimento de desvalia.


Assim, conflitos e dificuldades nas interações familiares e sociais se sobressaem, pois a raiva assusta, afugenta, faz os outros se sentirem mal á seu respeito.


E no que se refere ao corpo, a raiva crônica constante, também o atinge de uma forma não menos importante em termos de estragos, favorecendo com um custo fisiológico e contribuindo com o desenvolvimento de diversas doenças como : distúrbios digestivos, hipertensão, doenças cardíacas suscetíveis à infecções, eczemas, cefaleias e outras.


No entanto, existem manejos e ferramentas através da psicoterapia, que auxiliam as pessoas que sofrem com estes resultados devastadores, a aprenderem a administrar a raiva de uma forma que venha a contribuir a seu favor, amenizando os efeitos causados por ela. São exemplos de manejos, a recanalização ou redirecionamento da raiva, o sair e voltar, discutir o processo, indagação entre outros. (Mckay, & Rogers, 2001).


Controlar a raiva entrando em empatia com o ofensor e procurar alguma justificativa para o mesmo, é um dos manejos concebidos por (Novaco, 1979, 1983). Ele afirma que este é um comportamento natural das pessoas que se zangam raramente ou que demoram a ficarem zangadas.

Portanto, assim como as outras emoções: a alegria, a tristeza, o nojo, e o medo, a raiva também tem a sua devida importância, desde que seja administrada de forma assertiva. Pois a questão, não é sentir ou não a raiva, mas sim, como lidar com esta emoção frente às situações inevitáveis do nosso cotidiano, sem comprometer a nossa saúde mental e física.

8 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Siga

  • Facebook - White Circle
  • Instagram - White Circle
  • Twitter - White Circle