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  • Roseana Macedo

Sobre Autoestima...

Atualizado: 20 de Out de 2020

Quem é você para você? Como você se vê? Você é importante para você? Qual o valor que você atribui à você mesmo? O que é valor para você? Você se respeita?


Perguntas como estas são fundamentais para entendermos o quanto é importante cultivarmos o amor-próprio e verificarmos como são e como estão nossas estruturas de base, no que tange à uma constante construção e manutenção da nossa autoestima.


Pois isto serve para entendermos como nos vemos, como percebemos a influência dos outros sobre nós, como vemos o mundo, o “nosso mundo” e como nos comportamos. Muito se fala sobre isto, hoje em dia, mas ainda existe um certo desconhecimento por parte das pessoas acerca do que de fato é e como se constitui esta imagem de si mesmo. Se perguntarmos para as pessoas o que é ou em que consiste a autoestima? Talvez algumas delas respondam ou pensem que autoestima seja gostar de si e consiste em cuidar do corpo.


Embora estas respostas possam ter coerência e “em parte” estarem certas, pelo simples motivo de que a atitude de “gostar de si” e o “cuidar do corpo”, já são consequências de uma autoestima elevada. O que a maioria das pessoas não sabem é que autoestima, vai muito além disto.


Walter Riso, contribui com esta temática dizendo que: “Amar a si mesmo é considerar-se digno do melhor, fortalecer o respeito próprio e dar-se a oportunidade de ser feliz pelo simples fato de estar vivo e sem nenhuma outra razão.”


Pois bem, sendo assim, podemos dizer que autoestima é a real visão que você tem sobre você mesmo, o real valor que vc se atribui, o que é importante para você, o respeito que você se dá, os valores e dos significados que você atribui à sua vida.


Entretanto, esta visão, valores e significados que são construídos desde a nossa tenra infância e ao longo da vida, e a partir de uma visão positiva ou negativa, podem elevar ou rebaixar as perspectivas da vida das pessoas. Por isto, ouvimos dizer ou conhecemos pessoas com autoestima alta e pessoas com autoestima baixa.


É importante ressaltar que a autoestima, não é uma condição genética e sim aprendida, como enfatiza Walter Riso. Pois quando crianças, somos como esponjinhas que absorve tudo o que nos é transmitido, através de nossos pais, cuidadores, professores, entre outros.


Dependendo do que nos foi transmitido, como por exemplo, informações que nos passam desde muito pequenos e nossas experiências sociais ao longo da vida, carregamos essa “absorção” para nossa vida como uma verdade absoluta, corroborando assim, com um enraizamento de crenças positivas ou negativas acerca de nós mesmos. Melhor dizendo, com uma visão realista ou distorcida de quem realmente somos e de tudo que nos cerca.


Portanto, é indispensável entender o impacto que estas condições aprendidas, provocam na vida de uma pessoa, condições estas, positivas ou negativas que contribuem para uma vida bem sucedida mesmo com seus desafios ou uma vida regada a limitações e de sofrimento emocional.


A maneira como lidamos com elas é o que determina os resultados que almejamos para nossa vida. Sim, porque a vida é composta de desafios e aprendizados. Uma pessoa com autoestima elevada, não se isenta destes componentes, mas lida com estes. De forma a fortalecer cada vez mais e retroalimentar uma visão positiva e mais realista sobre si mesmo e sobre o mundo que a cerca. Favorecendo uma vida com mais qualidade, mais leve e divertida.


Ao contrário disto, um cenário diferente se apresenta, o não saber lidar com estas informações e experiências sociais distorcidas, emerge a pessoa à um sofrimento no que se refere aos aspectos sociais e emocionais. Pois a visão negativa de si, empobrece o repertorio de habilidades sociais, atrapalha ou até mesmo, impede que a pessoa enfrente os desafios que a vida lhe oportuna para o seu desenvolvimento pessoal e consequentemente para o sucesso.


Estudos dentro da psicologia cognitivo comportamental , apontam que os medos, as inseguranças, o sentimento de incapacidade e de culpa, as autocriticas, as procrastinações, surgem sutilmente e vão criando espaço para o desenvolvimento de transtornos psicológicos como depressão, pânico , ansiedade, fobias, estresse, que por sua vez levam à dificuldade nas relações interpessoais, desmotivação, baixo rendimento acadêmico e profissional entre outros.


Neste caso, é imprescindível reconhecer que algo não vai bem e pedir ajuda profissional, que colabore com a amenização do sofrimento e com mais qualidade de vida.


Em suma, é necessário compreendermos como funcionamos, bem como quais são as formas de enfrentamento que estamos utilizando frente às situações que nos aparecem ao longo da vida. Como nos desafiam, o que nos tornam mais felizes ou menos felizes, mais motivados ou menos motivados, o que nos travam, o que nos movem. E aprendermos a lidar com estas formas de funcionamento. Uma vez que, tudo isto, faz parte de uma construção permanente e evolutiva da nossa melhor versão.

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